Independente do time que você torça, uma coisa é certa e é preciso reconhecer o mérito: o Flamengo fez o dever de casa.

Não sou flamenguista nem curto muito o futebol brasileiro do jeito qu

e está ruim e desinteressante, e que fique bem claro aqui que isso é apenas a minha opinião, mas tiro o meu chapéu para a lição que o Flamengo vem dando a muitos gestores que, se estiverem interessados em aprender, poderão tirar bastante proveito.

A primeira das lições é um mantra para o pessoal da área financeira: não se pode gastar mais do que você ganha ou arrecada. A reorganização das contas baseado nessa premissa permitiu o clube se reestruturar de uma forma eficaz. Cortes em investimentos altos, formação do elenco ao invés de contratações milionárias, estabelecimento de metas a serem alcançadas e em um determinado período de tempo foram fundamentais para que os fornecedores que estavam com recebimentos atrasados tivessem suas questões resolvidas e acredito muito na parceria de alguns para possibilitar ao clube quitar as dívidas. Nesse momento a postura de parceiro é fundamental para entender o momento e ajudar. Quem tomou essa postura hoje divide as glórias de um time que vem batendo recordes ao longo do ano. E ainda pode trazer mais prêmios até o final de 2019.

A outra lição é a persistência. Se você quer chegar ao final do caminho não dá pra ficar pelo meio dele, é preciso seguir em frente. Outros clubes ficaram pelo meio do caminho, nadaram e estão agonizando na praia. Vejo isso como um reflexo maldito da nossa cultura de planejamento: nenhuma!!! No Flamengo parece que isso foi feito de uma outra forma: definição de objetivos e metas realistas, união em torno de objetivos comuns e pé no chão.

Outra coisa que venho percebendo no time é a contratação de um treinador com uma filosofia diferente do que tem sido usado aqui. E mais uma vez isso foi bem interessante. Há tempos que os times brasileiros não ganham nada lá fora por que não fazem a diferença que faziam antes. Os outros aprenderam a jogar desse jeito e desenvolveram técnicas melhores, superando-se. É bonito ver o futebol Europeu, dá gosto! Não tem embromação, não tem mimimi nem cai cai o tempo todo, nem simulação de faltas e penaltes, de cotoveladas e dores, características dos jogadores sul americanos. Se houver alguma semelhança com os trabalhadores brasileiros é mera coincidência.

E por fim, pra não gerar mais polêmica do que já devo estar gerando com esse texto, o Comprometimento da equipe com o técnico e com a torcida fizeram toda a diferença, conquistando milhões de seguidores e até mesmo simpatizantes, pois quem é que não gosta de ver um bom jogo? Comprometimento é que faz acontecerem resultados de excelência, alicerçados pela disciplina e pela dedicação.

Quantas vezes temos repetidos essas palavras ao longo do ano para pessoas e empresas que querem ter resultados superiores, de excelência? E quão poucos se permitiram fazer o que era preciso para sair da zona de rebaixamento e ir para o topo da tabela? Fazer parte dos primeiros lugares que vão disputar um título maior é preciso comprometimento, disciplina, criatividade e ousadia, pé no chão, transparência, coragem e acreditar que é possível.

Quem não faz assim habita o meio da tabela, a zona morta do campeonato onde nada de novo acontece e todo mundo faz o mesmo feijão com arroz daquele jeitinho displicente do brasileiro que ainda insiste em repetir: “Em time que está ganhando não se mexe!”

Fica a dica!

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