Liderança não é para qualquer um, é pra quem tem a vontade de se autoconhecer.

Um dos grandes problemas percebidos nas empresas atualmente está relacionado à questão das lideranças. E eles se apresentam de diversas formas transformando-se em verdadeiros desafios para Gestores de RH e a Direção das empresas e que, em uma grande parte das vezes, também colaboram para que esses problemas aconteçam: desmotivação, baixa produtividade, baixo accountability, falta de direcionamento e sentido, baixos resultados em relação às metas, tédio, e acabam afetando a qualidade de vida e a saúde dos colaboradores e da própria empresa, que se reflete em queda no faturamento, perda de clientes, aumento das reclamações.

Muito comum e um grande erro que acontece é a promoção de pessoas que performam muito bem em alguns papéis, mas quando são promovidos a líderes de equipes e times, não conseguem incentivar nem motivar seus liderados e acabam metendo os pés pelas mãos tentando resolver situações de crises e desafios impondo seu ponto de vista pela autoridade do cargo e acabam prejudicando os relacionamentos interpessoais e levando pessoas a um estado de desinteresse e desmotivação.

“A verdadeira liderança é percebida e não imposta.”

Excelentes vendedores, técnicos maravilhosos e muito competentes e tantos outros exemplos quando são colocados em uma posição de liderança geralmente fazem muito estrago. E às vezes perde-se uma boa equipe e é óbvio, os resultados também. Isso acontece porque algumas pessoas não tem perfil de liderança e nem foram treinadas para isso, outras não tem bom senso mesmo, outras tem muitas crenças e outras ainda, medo da responsabilidade. De uma forma geral, falta um requisito fundamental para se tornar um excelente líder: o Autoconhecimento.

“A busca da liderança é, inicialmente, uma busca interior para descobrir quem você é de fato. Através do autoconhecimento, vem a confiança necessária para liderar. Um líder que não conhece a si mesmo não pode pressupor ser dono de si, nem tampouco imaginar-se responsável por outras pessoas. Precisa ter consciência de que pessoas diferentes têm necessidades diferentes, e, para isso, deve conhecer a si mesmo e aqueles ao seu entorno para ser assertivo nas suas posições”

Essa falta do autoconhecimento enfraquece as nossas percepções sobre o que acontece, interfere em nossas avaliações e julgamentos, e acaba prejudicando o processo de decisão que para um líder é fundamental. E isso deixa a equipe perdida.

Um verdadeiro líder primeiro precisa “gostar de pessoas”, não ter medo de se relacionar nem de falar o que precisa ser dito. Claro, com carinho e de preferência com um jeito “coaching” de ser. Um verdadeiro líder sente a necessidade e prepara sua equipe para ser a melhor equipe do mundo! Desenvolve as pessoas que estão com ele, ensina, treina muito, entende as dificuldades de cada um e ajuda na medida do possível na solução dos problemas e dificuldades particulares mantendo sempre a responsabilidade dos colaboradores nos papéis que desempenham e como isso afeta o todo. Um verdadeiro líder assume para ele a missão, compartilha, comunica, conversa, dá um bom feedback e pede feedback sempre. E o melhor, aprende com eles.

Bons líderes inspiram e promovem a capacitação das equipes.

Algumas pesquisas da Delloite, KPMG, Pricewaterhouse Coopers nos mostram os seguintes dados:

Quais são os fatores mais críticos para o sucesso da empresa?

• 76% Desenvolvimento de lideranças

• 72% Gerenciamento de talentos

• 72% Criação de uma cultura de alta performance

As empresas consideram que os líderes precisam se desenvolver mais e, além disso, gerenciar melhor seus talentos e incentivar as equipes a terem um desempenho superior.

• 91% consideram que os líderes não atuam o tempo todo alinhados com a visão e os valores da empresa.

• 70% acreditam que poucos líderes são vistos como justos e inspiradores.

Fica claro que ou a organização não transmite corretamente seus valores e visão, ou que o líder não acredita neles. Além disso, as lideranças têm falhado em serem exemplos para suas equipes e promover seu desenvolvimento.

Competências mais importantes para um líder:

• 88% Flexibilidade para mudanças

• 88% Liderar e desenvolver pessoas

• 87% Espírito colaborativo

• 85% Criatividade e inovação

• 85% Antecipar e administrar riscos

Baseados nessas informações, vou deixar aqui algumas dicas do que um verdadeiro líder deve fazer e o que jamais deve fazer:

Um líder não deve fazer:

• Nunca assuma as obrigações que delegou a alguém;

• Nunca critique em público;

• Nunca perca o equilíbrio emocional;

• Nunca use o poder do cargo para liderar;

• Não trate seus colaboradores como peças que podem ser substituídas;

• Nunca se envolva emocionalmente com um funcionário;

• Não estipule metas inatingíveis;

• Não ignore a vida pessoal dos indivíduos;

• Não esqueça de você, de sua família e de seus amigos;

• Não abandone seus sonhos.

O que deve fazer sempre:

• Aceitar sugestões, opiniões e ideias;

• Saiba o que o grupo espera de você;

• Entenda o perfil de cada colaborador;

• Seja o exemplo;

• Haja com equilíbrio.

Essas dicas já ajudaram muitos líderes em treinamentos de Liderança e LeaderCoach que já ministrei. De qualquer forma é preciso sempre usar o bom senso e o equilíbrio entre as coisas. Se você estiver interessado te envio um teste simples que vai te dizer se você possui as qualidades para ser um bom líder. É um teste bem simples, mas é o início de uma direção que pode ser seguida com um investimento no seu desenvolvimento pessoal. Chame inbox que te envio o teste.

E lembre-se:

“ O verdadeiro líder é aquele que conduz pessoas a trabalhar em equipe e a despertar a vontade de fazer”

Um forte abraço.

Relacionamentos não acontecem por acaso. É uma construção do dia a dia.

E nada mais certo do que essa afirmação. Não é de hoje que venho observando como os relacionamentos na nossa vida são difíceis. Não importa em que nível ou aspecto, não é simples se relacionar com outras pessoas ou grupos, sejam eles familiares, relacionamentos amorosos, pais e filhos, amigos, vizinhos e principalmente no ambiente de trabalho. Tem sempre alguém que nos incomoda, tira do sério, controla nosso estado emocional e acaba com nosso dia, às vezes. 

Será que é isso tudo mesmo ou eu estou exagerando?

Independente do nível ou origem do relacionamento, lidar com outras pessoas não é tão simples como parece, se é que parece simples. São modelos de mundo totalmente diferentes um dos outros, com percepções diferentes, pensamentos, sentimentos, sensações, diferentes conjuntos de crenças e valores, experiências vividas, decisões e memórias que somadas às percepções formam nossos panoramas mentais e aos quais atribuímos significados sobre as coisas que acontecem dentro e fora de nós e que nos levam a nos comunicar e agir como agimos.

Uma pergunta que costumo fazer nas palestras, cursos e workshops que ministro é a seguinte: se eu coloco um copo cheio de água pela metade em uma mesa, para você, ele está cheio ou vazio? As respostas são as mais diferentes possíveis. Para uns tá cheio, para outros na metade, para outros vazio e para outros ainda depende se estão com sede ou não. Essa brincadeira mostra como o mesmo fato é percebido de forma diferente para cada um de nós, e vai depender muito do nosso estado emocional e fisiológico.

Da mesma forma, interpretamos e atribuímos significados às atitudes, comportamentos e a forma de se comunicar das outras pessoas. Cada um interpreta e dá significado à sua própria interpretação da realidade e reage a essa interpretação e não ao fato ou situação que a criou. Ficou complicado? Então vamos simplificar: cada um tem o direito de pensar e agir do seu jeito em qualquer situação, mesmo que não concordemos. E como isso incomoda e provavelmente você, ao ler isso, não vai concordar pois temos leis, ética, respeito às normas e uma série de outras coisas que regem os relacionamentos nas empresas e nas sociedades. É verdade! è isso mesmo. Só que nem sempre isso basta para alguém performar ou se comportar, agir ou falar dentro das normas, etiquetas e regras. E como isso incomoda.

Trazendo para o nosso dia a dia, como incomoda a opinião do outro a respeito de alguma coisa, principalmente se não for igual à nossa. Como temos a vontade de fazer o outro entender que aquela forma de pensar não está certa, como se a nossa fosse dotada de um “Certificado de Verdade Incontestável”, como se o outro não tivesse direito à opinião própria e isso, além de prejudicar a comunicação, atrapalha fortemente os relacionamentos. Sabe onde isso acaba? Afetando os resultados, tanto na parte pessoal e familiar, como nossos resultados na empresa ou nos negócios.

” Não é o amor que sustenta o relacionamento, é a forma de se relacionar que sustenta o amor”

Independente do que você pensa, sente ou acha a respeito, bons relacionamentos acontecem quando a comunicação interpessoal é boa e se e se estendem para outros grupos e ambientes quando estamos dispostos a escutar e a compreender.

Vou deixar 5 dicas para você exercitar no seu dia a dia e que irão ajudar a melhorar seus relacionamentos. Depois me fala aqui!

#DICA 1 – CUIDE DO SEU ESTADO EMOCIONAL

Um bom relacionamento precisa de pelo menos 3 coisas: bom estado emocional, presença e conexão. Isso vai melhorar muito a nossa comunicação e consequentemente os relacionamentos. Antes de sair de casa, exercite-se, respire, medite ou faça alguma coisa que garanta que nada ou coisa nenhuma vai tirar de você o controle do seu estado emocional. Não vamos deixar de sentir as coisas, mas podemos atribuir significados diferentes quando estamos mais em paz, equilibrados e serenos. Ver sob outros aspectos é um grande exercício para melhorar relacionamentos.

#DICA 2: ESTEJA PRESENTE

Estar presente não é só estar na frente do outro com o corpo. É também estar de alma, prestando atenção no outro, no que ele diz, olhando nos olhos, dando seu tempo e atenção. Só isso vai mudar muito a resposta do outro em relação à você. Estar presente é dar atenção ao outro. Se naquele momento algo estiver impedindo você de dar essa atenção, um compromisso, trabalho, algo urgente, diga para o outro que naquele momento você não terá como dar a atenção que ele merece e explique o porque, falando com delicadeza, atenção e carinho. Se o outro não entender isso, bom, aí é um problema do outro. Mas de forma geral o outro entende sim.

#DICA 3: CRIE CONEXÃO COM O OUTRO

Criar conexão não é ir ao Happy Hour com a galera, mas também ajuda. Criar conexão é se interessar pelo outro, procurar saber como ele está, como pensa, como foi seu dia, como tem sido seu trabalho e os desafios que tem encontrado e como tem se sentido, é ser gentil, é usar dessa gentileza sem esperar nada em troca, é fazer simplesmente pelo fato de que você gostaria que fizesse com você, simplesmente pelo prazer de fazer. E se o outro não gostar? Se você estiver presente, com escuta ativa, prestando atenção, provavelmente vai perceber se o outro gosta ou não.

#DICA 4: EXERCITE SUA PACIÊNCIA

Como falei lá em cima no artigo, lidar com gente não é tarefa simples. São mundos e universos dentro de outro mundo e em contato com diferentes outros mundos. É preciso exercitar e desenvolver nossa quota de paciência e só desenvolvemos paciência estando em contato com quem nos “tira a paciência”. Só desenvolvemos os músculos exercitando-os, só chegamos a maestria fazendo e com a paciência não é diferente. Quando somos pacientes com o outro ele percebe e isso gera e reforça a conexão. Uma forma de desenvolvê-la é estando mais presente. Uma coisa leva à outra.

#DICA 5: NÃO FAÇA AO OUTRO O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM COM VOCÊ.

Essa é a regra de ouro dos relacionamentos. Nada mais antigo nem mais certo do que essa afirmação do Evangelho de Jesus, presente na Bíblia e em um monte de outros textos religiosos ou não. Se não serve pra mim, se não gosto, provavelmente não servirá para o outro. Se você gosta de atenção, de atenção ao outro, se você gosta que o outro pare para te escutar, para escutar o outro, se você não gosta de ser interrompido nem ter seu tempo gasto pelo outro, não interrompa nem gaste o tempo do outro e vai por aí afora. É simples de entender e difícil de executar. É um exercício e exercício necessita de prática.

Ao final desses exercícios diários você vai, com certeza, se sentir melhor e mais em paz e vai perceber que, à medida que melhora nos seus aspectos de comunicação, seus relacionamentos vão melhorar e seus resultados começarão a melhorar também. É sistêmico. É generativo.

E se por acaso precisar de uma ajuda, envie um email para mim – sergiolmontes@gmail.com ou chame no inbox do face e converse comigo.

Sergio Montes – Coach

É clichê, eu sei!

Todo mundo fala disso hoje em dia. E é difícil fugir dessa abordagem quando se quer falar de qualidade, excelência no atendimento, de fazer diferente, de encantar clientes externos e internos, de promover saúde e qualidade de vida nas empresas, de fazer com que o colaborador vista a camisa e dê o máximo de si para aumentar o grau de satisfação dos clientes e consequentemente resultados atingindo as metas e melhorando sua produtividade.  

Já dei muitos treinamentos em empresas, já fiz diversos workshops e palestras, ministrei cursos e atendimentos de Coaching e Mentorias e percebo que existe um “gap” muito grande entre o que se fala e o que se faz nas organizações. Executivos e Diretores muitas vezes não fazem a menor ideia do que acontece na ponta, no chão de fábrica, no momento de contato entre o funcionário e o cliente e na maioria das vezes são eles que desfazem todos os esforços dos RH’s que sonham em oferecer para seus “clientes” uma qualidade de vida e um ambiente de desenvolvimento de habilidades e competências favorável e recompensador.

Sem querer apontador o dedo para o responsável por inúmeros fracassos nessas tentativas e sem querer achar um culpado para o assunto, é inegável que essa distância entre os níveis da pirâmide gerencial em uma organização influencia diretamente na cultura e nos resultados. E fica mais grave quando os líderes não tem nenhuma habilidade emocional nem competências de liderança desenvolvidas para, pelo menos, não atrapalhar quem quer ter resultados.

Outra história que ouço muito é a questão do processo – é o processo disso ou daquilo, o processo é esse, não tem processo escrito ou está escrito demais e é engessado, falta processo…quanta coisa escuto com relação aos processos e procedimentos que uma organização tem (ou não) e que nem sempre facilitam o desempenho de colaboradores.

Uma das frases mais legais que já ouvi a respeito disso é que “Processos foram feitos para serem reescritos“.

Em um modelo PDCA, – Plan, Do, Check, Act – uma ferramenta de gestão que tem como objetivo promover a melhoria contínua dos processos por meio de um circuito de quatro ações: planejar (plan), fazer (do), checar (check) e agir (act), a melhoria acontece quando se obtém feedback da ação, ou seja, experimentou? E então, funcionou? O que precisa ser melhorado?

Processos geralmente são elaborados em ambientes fechados longe da confirmação de resultados e implementados para se ter a validação de que aquilo que foi criado funciona e esse feedback proporciona a melhoria do processo através da observação do que está acontecendo. E a roda gira, o ciclo acontece. Isso proporcionar melhoria contínua. Exemplo disso dar certo é a Disney (tem outras empresas mais perto. Falei na Disney para impactar mesmo).

É claro, estou simplificando muito e é de propósito para dizer que conheci dois caras muito simples que foram, um dar palestra em Harvard sobre empreendedorismo e o outro, palestras para empresários sobre Marketing, no Centro do Rio. Um foi vender água na zona sul por que ficou desempregado, em Copacabana para ser mais exato e o outro era camelô no Centro do Rio. Onde estão os processos? Percebeu?

E o que isso tudo tem a ver com o Título: As pessoas são a parte mais importante em uma organização?

Já viu time de futebol que tem excelentes jogadores e não ganha campeonato?
Em muitas ocasiões são os líderes que precisam ser trabalhados, desenvolvidos, treinados e não a turma de frente (que também precisa é claro).

Resultados vem de uma cultura de excelência, focada no cliente, que é quem detém o poder hoje. Tem muita informação, tem o dinheiro e a facilidade de acessar tudo a qualquer hora e de qualquer lugar.
Quando você penaliza o cliente dizendo “É obrigação do cliente”, “ele tem que saber”, entre outras coisas, é sinal de que não fizemos o dever de casa. E o dever de casa passa pela escuta ativa dos colaboradores, que geralmente não são ouvidos. Eles tem a percepção da linha de frente, são os embaixadores da marca e nem sequer são escutados. Como podem fazer a diferença?

Valorizar as pessoas é a chave do resultado e do sucesso no mundo de hoje. Alinhar processos, ouvir o cliente, externo e interno, proporcionar a participação no processo, reescrever os processos que não funcionam bem escutando aqueles que tem a informação na ponta de contato com o cliente, deixar as pessoas se envolverem na solução dos problemas, nada mais humano nem mais prazeroso sentir que fazemos parte do negócio. Isso é pensar diferente e fazer a diferença no mundo dos negócios hoje em dia, num mundo que as pessoas estão até dispostas a pagar mais por um atendimento melhor, mais humano, mais próximo da sua realidade.

Sou Sergio Montes, MetaCoach, Trainer e Master Practitioner em PNL, Consultor e Palestrante, Diretor do INSTITUTO DNA Desenvolvimento Humano e Empresarial e se quiser saber mais ou falar comigo, mande um email para sergiolmontes@gmail.com ou pelo whatsapp 21 98866-0204.

Um forte abraço.